O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas), por meios dos Subcomitês Ribeirão da Mata e Carste, em parceria com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) realizaram uma visita técnica à Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) de Pedro Leopoldo. A visita aconteceu dia 9 de março e teve como objetivo mostrar para os membros dos Subcomitês as tecnologias e a capacidade técnica operacional das unidades que compõem o sistema de esgotamento sanitário de Pedro Leopoldo.

Com capacidade para tratar até 120 litros de esgoto por segundo, a ETE que está em funcionamento desde novembro de 2015, vai tratar o esgoto de Pedro Leopoldo, dos distritos de Dr. Lund e Industrial e dos bairros Lagoa de Santo Antônio, Teotônio Batista de Freitas, Parque Andyara, Maria Cândida e também do município de Confins.

Além de construir a ETE, a Copasa implantou em Pedro Leopoldo seis elevatórias, sendo duas no bairro do Santo Antônio para bombear o esgoto dos bairros Andyara, da Lua e Novo Campinho, três nas imediações do Centro para elevar o esgoto da região e do bairro Santo Antônio da Barra e uma no bairro Vera Cruz. Também foram implantadas mais de 50 mil metros de redes coletoras e interceptoras.

Atualmente, a Copasa está implantando 6,4 quilômetros de redes coletoras e interceptoras e cinco novas elevatórias que vão propiciar a interligação de mais de 3 mil imóveis aos serviços e à ETE.

De acordo com o diretor de Operação Metropolitana da Copasa, Rômulo Thomaz Perilli, Pedro Leopoldo tem hoje todas as condições para atingir a universalização do saneamento básico. “No entanto, para usufruir desses benefícios a população precisa aderir ao sistema de esgotamento sanitário que a Copasa está implantando na região de Pedro Leopoldo”, explica. se tornando uma das melhores cidades para se viver na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

Para o coordenador-geral do Subcomitê Ribeirão da Mata, Procópio de Castro, ter a ETE funcionando é uma grande conquista e motivo de orgulho para Pedro Leopoldo. “Agora o momento é de fazer a campanha ‘se liga na rede’. É hora de dar visibilidade para a população aderir ao sistema. Temos que entender que não estamos falando da bacia hidrográfica como recurso hídrico, mas como o ambiente que vivemos”, afirma.

Lagoa Santo Antônio comprometida 

O município de Pedro Leopoldo construiu um sistema de esgotamento sanitário na bacia da Lagoa de Santo Antônio, após firmar com o Ministério Público Federal (MPF) um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O projeto foi elaborado pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

O sistema irá captar e tratar todo o esgoto produzido pelas residências situadas às margens da lagoa, evitando o despejo in natura dos efluentes em suas águas, o que tem causado sérios danos ambientais numa região de importante preservação ecológica. 

Pedro Leopoldo, juntamente com outros três municípios (Funilândia, Lagoa Santa e Matozinhos) está inserido na APA Carste Lagoa Santa, uma das mais relevantes unidades de conservação federal do estado, que foi instalada para proteger e preservar as cavernas e demais formações cársticas, sítios arqueo-paleontológicos, a fauna e flora locais.

Há cerca de quatro anos, o MPF vem investigando, por meio de Inquérito Civil Público, danos ambientais causados na Lagoa de Santo Antônio em decorrência exatamente do lançamento de esgotos sem qualquer tratamento nas águas do reservatório, o que tem alterado o equilíbrio do ecossistema.

O diretor de Operação Metropolitana da Copasa, Rômulo Thomaz Perilli, explicou para os participantes da visita técnica que a única alternativa técnica viável para que o esgoto não seja lançado na Lagoa Santo Antônio é a construção de uma Estação Elevatória às suas margens para a coleta de todo o esgoto gerado na região. Dessa forma, impede-se a contaminação do reservatório. Essa estação elevatória coletará os dejetos levando-os diretamente à Estação de Tratamento.

No entanto, Rômulo Perilli informou que a Copasa ainda não tem nenhum projeto e recurso para a construção da Estação Elevatória.

A ONG Associação Movimento Lagoa Viva luta pela revitalização da Lagoa Santo Antônio. É uma associação inteiramente favorável ao saneamento dos bairros do entorno do distrito e luta por qualidade de vida e saúde da população associada a uma lagoa bonita e com margens recuperadas. A lagoa do distrito de Lagoa de Santo Antônio possui características que a colocam como um patrimônio da humanidade.

O vice-presidente da ONG Associação Movimento Lagoa Viva, Juscelino Ribeiro, acompanhou a visita técnica e solicitou ao diretor de Operação Metropolitana da Copasa que não deixe o esgoto passar por dentro da Lagoa Santo Antônio, evitando assim a sua contaminação. Juscelino também pediu que o diretor da Copasa tome providências sobre a real situação do sistema de esgotamento sanitário que passará pela Lagoa e que entrará em operação brevemente. 

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