Com o objetivo de esclarecer dúvidas sobre a situação das barragens de rejeito e de conhecer o Complexo Rio de Peixe, na última segunda – feira (18), o Subcomitê Águas da Moeda realizou uma visita a mineradora AngloGold Ashanti.

A AngloGold Ashanti com sede em Joanesburgo, África do Sul é a terceira maior empresa de mineração de ouro do mundo e possui 17 minas de ouro em 9 países.

Para a coordenadora-geral do Subcomitê Águas da Moeda, as visitas são de grande importância para o conhecimento e conscientização das atividades executadas na região da gestão, além de ser uma forma de promover o reconhecimento do território. “As visitas técnicas são importantes porque no território de gestão do Subcomitê há grandes empreendimentos de grande impacto ambiental. Assim, é necessário acompanhar as atividades e ações dos mesmos para que haja uma articulação entre os interesses em prol de uma gestão mais efetiva e saudável para as bacias”, conclui.

Complexo Rio de Peixe

Inicialmente, Mário Alvarenga do departamento de Energia da AngloGold, explicou aos presentes o objetivo e o funcionamento do Complexo Rio de Peixe para a geração de energia. Segundo Mário, a empresa possui um conjunto de 7 usinas hidrelétricas, que formam o Complexo. Assim, a empresa gera por meio das usinas parte da energia necessária para a sua produção.

Além das usinas, o Complexo também é composto por três reservatórios de água, conhecidos como: Lagoa Grande, Miguelão e Codorna.

O Rio de Peixe nasce no encontro dos Ribeirões Marinhos e Capitão do Mato e deságua no Rio das Velhas.

Mineração de ouro e situação das barragens de rejeito

A atividade de mineração de ouro da empresa situa-se nas cidades de Nova Lima, Sabará e Santa Bárbara. Em Sabará, a empresa conta com as minas Cuiabá e Lamego; em Santa Bárbara, com a operação da Mina Córrego do Sítio; e em Nova Lima, onde se situam as instalações metalúrgicas da empresa, além do Complexo do Rio de Peixe e escritórios administrativos.

Jefferson Soares do departamento de Projetos, disse que a empresa possui barragens de rejeitos e salientou que as mesmas passam por inspeções e monitoramentos rotineiros.

Segundo Jefferson, para as comunidades que moram ao redor das barragens há um plano de emergência. E disse também que a empresa está estudando novas formas e possibilidades de deposição de rejeitos.

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Barragem de rejeito da Mina Cuiabá, em Sabará. Foto tirada em novembro de 2015.

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