O Córrego Jacarandá faz parte da bacia do Rio Bicudo e é responsável em contribuir para o abastecimento público da comunidade que se forma em suas proximidades. Com 120 pessoas, a Comunidade de Jacarandá, banhada pelo curso d’água de mesmo nome, sofre com a falta d’água para o abastecimento.

Para solucionar o problema que a comunidade vem sofrendo desde 2014, o Subcomitê Rio Bicudo enviou um projeto de saneamento básico para o Chamamento Público de Demandas Espontâneas que ocorreu no ano passado. O projeto consiste na perfuração de um poço artesiano.

Tendo em vista a escassez que assola a comunidade e a aprovação do projeto, os integrantes e convidados do Subcomitê Rio Bicudo vinculado ao Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas) realizaram uma visita de campo em propriedade, onde o córrego tem parte de seu percurso seco. O intuito da visita é de conhecer e analisar a situação da Bacia, do córrego e das pessoas da região.

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Córrego Jacarandá sofre com escassez hídrica

“Em 41 anos nunca vi isso, tem 2 anos que o Córrego está seco”, afirma o morador da propriedade, Lieser Pereira. Antes da seca do córrego, a família que mora ao redor do mesmo utilizava a água  para subsistência.

Observando a falta de vida do percurso d´água, os integrantes apontaram que no leito há muitos sedimentos que acarretam o assoreamento do córrego e deram sugestões para conter o avanço da erosão.

Além da diminuição das chuvas na região, há indícios que a seca do córrego está relacionada com a plantação de eucalipto em sua cabeçeira e pelo mau uso do solo.

Após a visita de campo, os integrantes e convidados do Subcomitê participaram da reunião da Associação de Moradores da Comunidade de Jacarandá, onde puderam conhecer as pessoas da comunidade que sofrem com a falta d’água para consumo.

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Reunião da Associação de Moradores da Comunidade de Jacarandá

Na reunião, o mobilizador social, Politácito Santos informou sobre a aprovação do projeto para a região. Além disso, explicou para a comunidade as ações que são realizadas pelo Comitê e salientou a importância da participação popular nas questões relativas a água.

Politácito também falou que a comunidade deve refletir sobre as atividades e formas de uso das propriedades da localidade “precisamos olhar para as águas com outros olhos”, destaca. “Não basta só furar poços. Para ter água tem que preservar nascentes, manter matas ciliares e uma série de outras ações para manter a água no poço”, ressalva o mobilizador social.

Veja as fotos da visita e da reunião:

A visita de campo além de fazer parte do plano de trabalho do Subcomitê, também é norteada pela campanha “Água como Direito Humano”, a qual um de seus principais pontos consiste no dever da sociedade e do poder público de preservar a integridade ecossistêmica para manter os rios e mananciais preservados, diretriz que deve ser trabalhada na localidade.


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Assessoria de Comunicação CBH Rio das Velhas
comunicacao@cbhvelhas.org.br