Envolver a escola e a educação nos momentos de compartilhar informações e busca por soluções para o coletivo é um dos objetivos do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas, por isso, a presença de diretores e professores na 2ª Audiência Pública de apresentação da atualização do Plano Diretor da bacia expressou a vontade dos educadores em se envolver com esse importante momento para a região.

Como avalia a diretora do Centro Educacional Municipal de Itabirito (CEMI), Eliane Aparecida de Souza, o momento foi de praticar instrumentos de gestão de forma participativa. “Estamos tendo uma oportunidade única de opinar sobre a melhoria das ações a serem desenvolvidas na Bacia do Rio das Velhas, por isso, nós responsáveis pela educação do futuro temos que comparecer e conhecer o caminho traçado para que possamos interagir e repassá-los às crianças, pois devemos preservar nossa bacia para esta e futuras gerações”, declarou ao analisar que é dever de todos que vivem e trabalham na região do Alto Rio das Velhas contribuir com o processo de planejamento do futuro.

A diretora contou também que o educandário local, já trabalha com o apoio do Projeto Manuelzão e da Universidade Federal de Minas Geras (UFMG) um projeto de conservação e preservação de córregos e rios, realizado desde 2014, no rio da Carioca, que fica na bacia do Córrego Seco. Nele, os estudantes do 7º ano do Centro Educacional e da Escola Maria José Ferreira Bastos, ambas de Itabirito, analisam a situação dos peixes, poluição, esgotamento sanitário e oxigênio da água. “Um trabalho em que elas se conscientizam e ao mesmo tempo se sentem parte do local. As mudanças foram tantas que as crianças têm no pertencimento, um modo de cuidar e respeitar o córrego”, disse a professora de Ciências, Amélia Esteves Ribeiro.

Veja fotos da Audiência

“Esse é o intuito do CBH Rio das Velhas ao apresentar em reuniões públicas a atualização do Plano Diretor. Fazer com que todos, não apenas os membros do Comitê, seus conselheiros, mas que toda a sociedade participe e nos ajude a fazer uma bacia em qualidade e quantidade de água para todos”, ressalta o presidente do CBH Rio das Velhas, Marcus Vinícius Polignano. Para ele, o objetivo é fazer com que todos conheçam a bacia, suas necessidades e potencialidades para se apossar dela e se comprometer.

Importância para o Brasil

A audiência aconteceu na Casa de Cultura Maestro Dungas, em Itabirito, no dia 12 de março e contou com a presença de autoridades locais, representantes da sociedade civil e usuários da água. De acordo com o prefeito local, Alex salvador, a abertura que o Comitê está dando a todos os municípios da bacia com a apresentação do Plano é fundamental para que todos se engajem nas melhorias da qualidade e quantidade de água do Velhas e todos os seus afluentes. “O rio das Velhas é muito importante para nós e para o Brasil”, destacou o prefeito ao ressaltar que: “o município de Itabirito preocupa com o meio ambiente e está disposto a colaborar com todo o processo”. Já o secretário de meio ambiente local, Antônio Marcos Generoso, destacou que o plano é a base para o desenvolvimento das metas do Comitê. “Esse é o nosso momento de ter voz no Plano Diretor. Com a formatação de um planejamento completo e que olhe para todas as unidades da bacia, com certeza faremos uma nova gestão ao rio das Velhas”, disse.

Mineração e uso da água

O tema mais debatido durante a audiência foi a mineração, que tem forte presença na região. “É necessário que o Plano contemple e estabeleça a relação água/mineração e seus múltiplos usos para que todos possam usar desse recurso”, disse um professor presente. A situação de crise de água do Alto Rio das Velhas já anunciada e discutida foi confirmada e, segundo os levantamentos para atualização do Plano, também foram analisadas, diagnosticadas e descritas ações na Agendas que envolveram a disponibilidade e conflitos de demanda.

“As agendas querem responder como propor atividades para as Unidades Territoriais Estratégicas (UTEs) que são diferentes. Ela vem para trabalhar a realidade e focar em temas relevantes para o coletivo e não se prender apenas a uma questão”, explica o responsável pela atualização do Plano, Sidnei Abras.

Saiba mais sobre as Agendas e suas propostas:

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“O plano está delineando nosso objetivo que é tornar o rio das Velhas de Classe 2. Para chegarmos a essa proposta precisamos compartilhar o orçamento e obrigações com os outros entes: poder púbico e empresas. Essas ações deverão ser responsabilidade de todos os atores envolvidos, pois todos somos responsáveis. O plano é um desejo da sociedade de mudar”, completou Polignano.

Conheça a UTE Itabirito

Mapa produzido pelo Núcleo transdisciplinar e transinstitucional da bacia do Rio das Velhas – NUVELHAS, do Projeto Manuelzão.

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VEJA COMO FOI A 1ª AUDIÊNCIA PÚBLICA DO PDRH EM BELO HORIZONTE (MG)


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