A integração entre os Subcomitês é um dos fundamentos do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas, que tem por objetivo a melhoria coletiva da Bacia. Contemplando esses preceitos, se reuniram no dia, 9 de abril , no Parque Ecológico, em Itabirito, os Subcomitês local e Nascentes, da região de Ouro Preto.

Com temas parecidos e demandas coletivas, esta foi a primeira reunião conjunta de Subcomitês realizado pelo CBH Velhas desde a criação desses grupos consultivos. Para o coordenador geral do SCBH Itabirito, Antônio Marcos Generoso, o momento foi único de aprendizado e conhecimento. “Nossas sub-bacias são próximas e por isso temos muito em comum, nossa meta é criar mecanismos e meios para que possamos no diálogo trazer ao conhecimento de todos os problemas e soluções para a região”, disse.

Já o coordenador geral do SCBH Nascentes, Ronald Carvalho, destacou que alguns setores participam dos dois Comitês e por isso é necessário que haja integração entre eles. “O que estamos vivendo é muito rico e o momento especial, pois dois Subcomitês discutem propostas coletivas de melhoria para a bacia como um todo”, ressaltou ao destacar que a presença expressiva dos integrantes na reunião mostrou que a participação nos Subcomitês é ativa. “O envolvimento de todos os integrantes é um sinal de que há riqueza de diversidade nas reuniões”.

Entre os assuntos discutidos estavam a apresentação das atividades desenvolvidas pelos subcomitês SCBH Rio Itabirito (Gestão 2013/2015) e SCBH Nascentes (Gestão 2014/2016) e discussão sobre a situação das cidades minerárias diante da crise econômica.

De acordo com os coordenadores, na região boa parte do esgoto já está sendo tratado, o que faz diferença na calha do Rio das Velhas. Outro aspecto dialogado e ressaltado foi a elaboração do Plano de Manejo do Parque das Andorinhas, em Ouro Preto, nascente do Rio das Velhas. Segundo informações ele já estaria sendo discutido no município. “Essa proposta é estratégica devido ser localizado na cabeceira do Rio das Velhas e na melhoria da gestão da bacia na região”, revelou Roninho.

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Crise econômica e cidades mineradoras

De acordo com o levantamento realizado pelo Ministério de Minas e Energia e pelo Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), uma parceria significativa da produção mineral é obtida com a participação da pequena mineração, muitas vezes a única atividade econômica dos municípios brasileiros. Ainda segundo a pesquisa, essas empresas formalizadas participam com cerca de 70% das empresas ativas no país e tem peso importante na ocupação de mão de obra, sendo responsável por 25% dos empregos gerados nestes locais.

O assunto e sua relação com a crise econômica preocuparam os integrantes dos Subcomitês, pois a região é muito afetada pela mineração e seus impactos, tanto na questão ambiental quanto social, principalmente na geração de emprego e renda. De acordo com os coordenadores, a situação de desaceleração da economia já é sentida pela população. “A crise econômica atinge de forma geral nossos municípios e o agravante é que houve diminuição do preço do minério e com isso a diminuição dos investimentos e obras”, esclareceram.

“As prefeituras terão que se adaptar e todos teremos que nos reinventar para não perder os serviços de qualidade”, declarou Generoso. Quanto a operação das companhias e a questão ambiental, eles disseram que mesmo com a crise e a diminuição dos trabalhos, a manutenção tem que continuar e cabe ao Estado acompanhar a questão.
“Independente de estar operando ou não, uma equipe fica responsável pela empresa. Se elas pararem tem que fazer o Plano de Fechamento”, comentou um participante que representa as empresas.

Modelo pode ser copiado

O modelo de reunião conjunta agradou a todos que comentaram a representatividade da proposta. “Que essas reuniões aconteçam mais vezes e que os Subcomitês de regiões próximas e realidades parecidas também façam encontros conjuntos. Aqui percebemos que conhecer a região do outro e suas aspirações contribui muito para o enriquecimento do discurso coletivo de melhorias”, declarou Ronald.

Parque Ecológico de Itabirito

O Parque Ecológico possui 45 mil metros quadrados, com lagoa, anfiteatro, passarela, mirante, centro de educação ambiental, ciclovia, pista de caminhada, playground, lanchonete, aparelhos de ginástica para idosos, cinco nascentes preservadas e áreas com mata nativa. Possui também viveiros com animais sem condições de voltar ao habitat natural, cedidos e legalizados pelo Ibama. Faz divisa com o Rio Itabirito, afluente do Rio das Velhas. Localizado à Avenida Queiroz Júnior, 1510, o Parque funciona de terça a domingo e feriados de 7 ás 22hs.

Veja as fotos do parque

Como chegar:

Saindo da Praça da Estação, seguir a Rua João Pessoa, virar à direita na Rua Pio XII e entrar na segunda esquerda: Rua Dr. Eurico Rodrigues. Seguir em frente após o semáforo, mantendo-se à direita na Avenida Queiroz Júnior. O parque Ecológico está em frente à Escola Estadual Engenheiro Queiroz Júnior.


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