O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas) realizou o evento “Compostagem: disseminando alternativas sustentáveis para valorizar nascentes urbanas na bacia hidrográfica do Ribeirão Arrudas”, no dia 06 de agosto, na Escola Estadual Cecília Meireles, no bairro Teixeira Dias na região do Barreiro. Participaram do evento professores, alunos e familiares dos estudantes.

O evento foi uma das ações de mobilização social realizado pela NeoGeo Engenharia, empresa que venceu o processo licitatório para a execução do Projeto de Revitalização de Nascentes Urbanas na Bacia Hidrográfica do Ribeirão Arrudas e Divulgação de Práticas Ambientais para a Proteção e Conservação de Nascentes.

A coordenadora-geral do Subcomitê Ribeirão Arrudas, Cecília Rute, explicou aos presentes que o projeto prevê a revitalização de sete nascentes já mapeadas na bacia do Ribeirão Arrudas e a realização de práticas de educação ambiental para a proteção e conservação das mesmas. Dessas nascentes, uma encontra-se no terreno da escola Cecília Meireles.

oficina_compostagem_nascentes_arrudas_foto_luiza_baggio_05Cecília Rute, coordenadora-geral do Subcomitê Arrudas (arquivo CBH Rio das Velhas Tanto Expresso)

O servente conhecido como Pelé, trabalha a quase 20 anos na Escola Estadual Cecília Meireles e vem cuidando da nascente durante esse tempo. “É uma satisfação ter o projeto na nossa escola e ver as melhorias realizadas. Ver a nascente cercada e protegida é um sonho”, afirma.

oficina_compostagem_nascentes_arrudas_foto_luiza_baggio_27Nascente localizada na Escola Estadual Cecília Meireles (arquivo CBH Rio das Velhas – Tanto Expresso)

Compostagem

 Guilherme Pacheco, do Instituto Cresce que atua com pesquisa, educação ambiental e sustentabilidade aplicada apresentou o que e a compostagem, importância e como fazê-la. “A compostagem é uma forma de reciclar o lixo orgânico, como folhas, aparas de gramas, restos de comida, serragem e esterco, transformando-o em adubo”, explica.

O uso da compostagem traz muitas vantagens para o meio ambiente e para a saúde pública, seja aplicada no ambiente urbano (domésticos ou industriais) ou rural. A maior vantagem que pode ser citada é que, no processo de decomposição da compostagem, ocorre somente a formação de dióxido de carbono ou gás carbônico (CO2), água (H2O) e biomassa (húmus). Por se tratar de um processo de fermentação que ocorre na presença de oxigênio (aeróbico), permite que não ocorra a formação de gás metano (CH4), gerado nos aterros por ocasião da decomposição destes resíduos, que é altamente nocivo ao meio ambiente e muito mais agressivo, pois é um gás de efeito estufa cerca de 25 vezes mais potente que o gás carbônico – e mesmo que alguns aterros utilizem o metano como energia, essas emissões contribuem para o desequilíbrio do efeito estufa, influência humana potencialmente determinante das mudanças climáticas. Além, disso, a compostagem reduz a contaminação do solo e água subterrânea e reduz o gasto público com o transporte do lixo e uso do aterro. Ao diminuirmos a quantidade de lixo destinado aos aterros haverá um aumento de sua vida útil.

Os presentes puderam aprender na prática como fazer a compostagem doméstica.

Veja a apresentação sobre compostagem

Confira fotos do evento

collage

 

Mais informações e fotos em alta resolução:
Assessoria de Comunicação CBH Rio das Velhas
comunicacao@cbhvelhas.org.br