Cercada pela Serra do Curral, Belo Horizonte oferece paisagens e atrativos que encantam a todos. Construída há 120 anos como uma cidade planejada, suas edificações marcam a arquitetura brasileira moderna, suas ruas arborizadas deram forma a parques municipais e a sua cultura emerge em cada uma de suas esquinas, destacando a efervescência cultural e a dinâmica vida noturna que a conhecida “Beagá” oferece. A capital do Estado também abriga o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, obra prima de Niemeyer, declarado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade e que é um verdadeiro ponto de encontro para moradores e visitantes.

Belo Horizonte é a capital do estado de Minas Gerais com população estimada em 2,5 milhões de habitantes, sendo o 6º município mais populoso do país, segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Localizada na bacia hidrográfica do Rio São Francisco, Belo Horizonte é a única cidade capital inserida no contexto da bacia. É cortada por vários ribeirões e córregos, em sua maioria canalizados, onde passam duas importantes sub-bacias, o Ribeirão Arrudas e o Ribeirão Onça, afluentes do Rio das Velhas.

O Ribeirão Arrudas nasce à jusante do encontro do Córrego Barreiro de Cima e Córrego Jatobá, em Contagem, passa por Belo Horizonte até desaguar em Sabará. E a aproximadamente 10 km do centro da capital mineira, o Ribeirão Onça nasce no córrego Lajinha e é o principal curso d’água das partes Norte e Nordeste da cidade. Além disso, é a região com a maior população da Bacia.

Infelizmente, os trajetos naturais dos córregos e ribeirões não foram respeitados no planejamento urbano da cidade, o que causa atualmente enchentes, impermeabilização do leito e alterações na paisagem da cidade.

Na contramão das ações que prejudicam a qualidade dos ribeirões e, consequentemente, o Rio das Velhas, entre os anos de 2011 e 2012, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas) financiou o projeto ‘Valorização de Nascentes Urbanas’, que identificou e mapeou as nascentes e seus cuidadores nas bacias hidrográficas dos Ribeirões Arrudas e Onça, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e, que tem contribuído para a preservação e o cuidado com a água que ainda brota na capital dos mineiros.

Em 2016, foram contratatos mais dois projetos: ‘Revitalização de Nascentes Urbanas na Bacia Hidrográfica do Ribeirão Arrudas e Divulgação de Práticas Ambientais para a Proteção e Conservação das Nascentes’ e ‘Revitalização de Nascentes Urbanas na Bacia Hidrográfica do Ribeirão Onça e divulgação de práticas ambientais para a proteção e conservação das nascentes’.

Diante da importância dos mananciais, o projeto dá sequência no Ribeirão Onça com atividades de reconhecimento e conservação das nascentes urbanas. Dessa forma, o CBH Rio das Velhas contratou um novo projeto, denominado ‘Diagnóstico de nascentes urbanas da Bacia Hidrográfica do Ribeirão Onça’, que terá como área de abrangência as sub – bacias de contribuição direto para do Ribeirão Onça, o Ribeirão Izidora e o Córrego Vilarinho.

Subcomitê Ribeirão Arrudas e Subcomitê Ribeirão Onça

Os Subcomitês têm por finalidade tornar o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas) mais próximo e atuante nas sub-bacias do Rio das Velhas. Assim, de forma coletiva e participativa, os Subcomitês Ribeirão Arrudas e Onça discutem maneiras de compatibilizar o equilíbrio ecológico com o desenvolvimento econômico e socioambiental das sub-bacias.

O Subcomitê Ribeirão Arrudas foi instituído em 25 de agosto de 2006 e fazem parte do seu território de atuação áreas dos municípios de Belo Horizonte, Contagem e Sabará.

O Subcomitê Ribeirão Onça foi instituído em 10 de fevereiro de 2006 e fazem parte do seu território de atuação áreas dos municípios de Belo Horizonte e Contagem.

Veja fotos da cidade, dos ribeirões e das ações realizadas pelo Comitê:

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Rios da capital mineira

Sobre o contexto histórico da ocupação na capital mineira, os problemas de saneamento básico e os desafios para se nadar e pescar em rios urbanos, os especialistas nas áreas relacionadas ao espaço urbano, Alessandro Borsagli e o Roberto Andrés, falaram sobre o assunto durante a programação do III Encontro Internacional de Revitalização de Rios e I Encontro das Bacias Hidrográficas de Minas Gerais, que aconteceu entre os dias 28 e 30 de novembro, em Belo Horizonte. Assista às palestras na íntegra!

Palestra: Rios Invisíveis da Metrópole Mineira – Alessandro Borsagli

Nadar e Pescar em Rios Urbanos no Brasil – Roberto Andrés


Mais informações:

Assessoria de Comunicação CBH Rio das Velhas
comunicacao@cbhvelhas.org.br