Na última quinta-feira (13 de julho), na sede do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas), o Grupo Gestor de Vazão do Alto Rio das Velhas esteve reunido para analisar os cenários identificados pelo Sistema Integrado de Reservatórios do Alto Rio das Velhas, especialmente durante o período de estiagem.

O sistema em questão permite a análise do modelo hidrológico integrado dos reservatórios do Alto Rio das Velhas – em especial, no complexo de reservatórios Rio de Peixe, de propriedade da mineradora AngloGold Ashanti, e na PCH (Pequena Central Hidroelétrica) Rio de Pedras, sob a responsabilidade da CEMIG (Companhia Energética do Estado de Minas Gerais) – e sistematiza suas vazões defluentes. O objetivo da modelagem é estabelecer a contribuição de cada reservatório, em caso de criticidade da vazão do rio.

João Augusto de Souza, profissional contratado que desenvolveu o sistema, explicou que a ferramenta monitora as vazões do Rio das Velhas na região da ETA (Estação de Tratamento de Água) de Bela Fama – onde a Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) capta a água que abastece grande parte da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) – para conseguir determinar a contribuição aproximada do restante da bacia. “O sistema facilita a operação conjunta dos reservatórios. Assim, a gente pretende que a vazão do Rio das Velhas em Bela Fama não fique abaixo de 12 a 13 m³/s, garantindo, assim, o abastecimento da cidade e os serviços ecossistêmicos do rio à jusante”, afirmou.

Ainda durante a reunião, o grupo anunciou que irá promover uma checagem de todas as outorgas inseridas na região do Alto Rio das Velhas, confrontando os dados entre o que está outorgado e o que está sendo de fato retirado.


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