O Comitê da Bacia Hidrográfica do rio das Velhas deu um grande passo para a consolidação das melhorias da qualidade e quantidade de água da bacia. Foi aprovada, e por unanimidade, na 83ª plenária da entidade, a atualização do Plano Diretor de Recursos Hídricos (PDRH). Atualização que estava sendo realizada desde 2013, passou por muitas etapas de avaliação, pesquisas e participação social das unidades territoriais da bacia que puderam contribuir com todos os aspectos regionais do sistema rio das Velhas.

Para o vice-presidente do CBH Rio das Velhas, Ênio Resende de Souza, com a atualização o Comitê recebe um produto que será a base para todos os projetos voltados à bacia. “Após aprovação do plano, iniciamos um momento diferente, de alcançar um resultado expressivo porque, o Plano fazendo uma analogia com o nosso corpo, é quase uma espinha dorsal. É ele que estabelece as diretrizes, os programas e as ações para a revitalização da bacia e para que ela tenha os recursos hídricos e as atividades atuando de forma harmônica”, disse ao analisar que há conflitos entre as atividades econômicas e a preservação ambiental. “Para diminuir esses conflitos o plano procura identificá-los e estabelecer, um ordenamento da bacia de tal forma que as atividades econômicas, os aglomerados urbanos e a preservação ambiental especialmente na questão da quantidade e qualidade de água, sejam harmonizados e melhorados”.

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Documento base

O PDRH é um documento base para se pensar qualquer intervenção na bacia e qualquer atuação com relação aos seus recursos hídricos. Ele tem sido construído com a participação importante de todos os setores da sociedade e Câmaras Técnicas. “A parte técnica foi complementada por um enfoque social participativo que contribuiu muito e trouxe olhares diferentes”, disse o presidente da Câmara Técnica de Planejamento, Projetos e Controle (CTPC), Mateus Vale.

Segundo ele, o resultado foi a construção de um documento representativo em seus aspectos estruturais e metodológico. “Ele representa realmente um pacto e será extremamente útil para a gestão da bacia, principalmente nesse momento gravíssimo de escassez de água, em que todos sentem os impactos de uma gestão inadequada desse recurso. O último plano era de 2004 e hoje temos um horizonte para 2015/2030 que realmente será muito útil para começarmos a pensar as ações que tem que ser feitas na bacia do rio das Velhas”, afirmou.

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Implantação é papel de todos

Para o vice-presidente, Ênio Resende, após aprovado o plano, a proposta é partir para realizar as ações. “Estamos melhorando a redação e dando alguns ajustes no documento. Com isso o PDRH fica pronto, mas não acabado porque ele é dinâmico e construído pela demanda da bacia, e não apenas um fundamento, para estabelecer diretrizes e programas. O momento é de arregaçar as mangas e partir para realizar o que foi proposto com os órgãos públicos e responsáveis.

“O intuito de utilizar o Plano Diretor como um norteador do trabalho do Comitê”, disse o presidente do CBH Rio das Velhas, Marcus Vinícius Polignano, ao esclarecer que: A aprovação é o primeiro passo, mas agora ele tem que ser discutido concretamente com todos os órgãos envolvidos (governo, empresas, prefeituras) para que todos assumam o seu papel. O Comitê não tem como trabalhar sozinho todas às questões. Se o Estado e todos os envolvidos não se unirem e estabelecer planos para a bacia não teremos sustentabilidade para ela”, revelou.

Expectativas e ações

“A expectativa é que continuemos aprofundando nas ações”, afirmou Ênio Resende Souza ao ressaltar que o CBH Rio das Velhas tem propostas que são inovadoras em nível de Brasil, por exemplo, na questão de ser um plano formulado por sub-bacias hidrográficas. “O Comitê respeita o que chamamos de Unidades Territoriais Estratégicas (UTEs), que na verdade são sub-bacias dentro da bacia do Velhas. O plano foi estabelecido a partir disso, a expectativa é continuar aprimorando o Plano, para que as metas de navegar, nadar e pescar na região Metropolitana de Belo Horizonte seja alcançada.

Já segundo Mateus Vale, a aprovação vira uma página e dá início a novos sonhos. “Há muito tempo estamos trabalhando na atualização. O plano está muito maduro e agora é o momento de começar a empregá-lo. Ele não é uma Bíblia nem um monolítico estático, é dinâmico, um instrumento de gestão. Com a aprovação, demos o primeiro passo, agora é começar a utilizar os instrumentos e estabelecer uma agenda prioritária para implantá-lo e usá-lo no dia a dia do Comitê”.

O Plano Diretor depois de revisado e incorporadas todas as s sugestões será amplamente divulgado no sistema de informações e meios de comunicação do CBH Rio das Velhas.

Veja o Plano Diretor de Recursos Hídricos AQUI

Veja as apresentações do Plano Diretor e conheça todas as ações estipuladas

Introdução e Contexto:

 

Distribuição por UTEs

 
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