A Audiência Pública sobre as obras de despoluição da Lagoa da Pampulha na região do bairro Colorado, palestra sobre Áreas Verdes Urbanas e Planejamento de Cidades e construção coletiva do Mapa dos Parques da Bacia do Ribeirão Onça foram alguns dos assuntos debatidos na reunião do Subcomitê Ribeirão do Onça, que ocorreu no Parque Ecológico da Pampulha, no dia 19 de maio.

“Os temas abordados foram bastante discutidos pelos integrantes do Subcomitê e revelou a efetiva participação da sociedade desta bacia e o comprometimento de todas as entidades envolvidas. “O Onça representa essa diversidade de atores”, afirmou a coordenadora geral do órgão, Carla Wstane.

Para ela, a reunião teve como destaque a discussão sobre os parques urbanos dentro da bacia do Onça e o intuito foi caracterizar o encontro como formador de idéias relacionadas a eles, a partir do debate sobre planejamento urbano e áreas verdes, conduzido pela arquiteta urbanista, Yara Marques.

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“O intuito é a formação cidadã porque muitas vezes queremos uma área verde, mas não sabemos como fazer com que essa área dialogue com o local e o planejamento da cidade. Além de ser uma oportunidade de compreendermos melhor a questão, também chamamos a atenção para o planejamento e construção do Parque do Onça”, ressaltou ao revelar que construir um parque no Baixo curso do Onça repercute em discutir a existência dos cursos d’água e outros parques na cidade. “Nosso objetivo é levantar a discussão sobre os parques existentes na bacia do Onça, não somente aqueles que são oficiais, mas principalmente aqueles que lutamos por eles. Aqueles que não saíram do papel ou ainda aqueles que ficaram apenas no imaginário da população”.

Esse objetivo, segundo Carla, teve o intuito de mapear a existência desses parques e por meio de suas histórias mostrar que a sociedade está constantemente lutando por áreas verdes, mas elas nem sempre acontecem. “Se vamos discutir o Baixo Onça, que tragamos também para a discussão os outros parques existentes no Alto e Médio curso da bacia”, declarou.

Planejar é fundamental

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“A construção dos parques devem estar em consonância com os apelos da população”, declarou a arquiteta urbanista Yara Marques ao argumentar que planejar é fundamental. “Precisamos transformar nossos parques em realidade, através do planejamento, que deve vir em primeiro lugar. A construção deve ser coletiva”, disse.

Para ela, é necessário que as situações diferentes possam convergir em ações concretas. “É hora de mudar, de fazer diferente. Com a construção dos parques estamos falando do equilíbrio de todos daquele espaço”. Ainda segundo ela, é preciso que haja organização nos modos de cobrança da população e que a pressão sobre os órgãos responsáveis seja organizada para que respostas positivas sejam alcançadas.

Parque do Onça

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Oficina realizada em outubro de 2014 com moradores das proximidades do Parque do Onça. Foto: CBH Velhas/TantoExpresso.

Ao relatar sobre o Parque do Onça, a coordenadora revelou que está em fase de planejamento. “Discutimos o assunto com a Secretaria de Planejamento da Prefeitura de Belo Horizonte, momento em que foram realizadas várias oficinas e seminários com a comunidade”.

Para ampliar o debate sobre a construção do Parque, o tema do “Deixem o Onça beber água limpa”, deste ano será “Que parque queremos”, adiantou Carla ao esclarecer que não adianta o poder público construir o Parque como imagina, se a comunidade não participar efetivamente. “O nosso esforço agora é de ampliar o diálogo com o poder público, as empresas e toda sociedade por esse imaginário do Parque”.

Mapa da bacia do Onça

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Leia matéria sobre o Parque do Onça na Revista CBH Velhas

 

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