Em Minas Gerais, o tempo seco e a estiagem prolongada ajudam a proliferação de incêndios e, segundo o Corpo de Bombeiros, 90% dos casos são causados pelo homem. Somente no final de semana dos dias 17 e 18 de outubro foram registrados 43 focos de queimadas, sendo 26 em unidades de conservação.

Na Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas o fogo destruiu boa parte da mata do Parque Estadual Rola-Moça, em Belo Horizonte, e na Região Central, as chamas consumiram a vegetação da Serra da Piedade, em Caeté.

Outra região da Bacia que encontra-se em chamas é a Serra do Cabral, localizada nos municípios de Buenópolis e Joaquim Felício, no Centro-Norte de Minas Gerais, e que é um divisor de águas do Rio das Velhas.

As queimadas são um componente devastador para o ecossistema, destruindo árvores, bosques, empobrecendo o solo de nutrientes e secando nascentes. Além disso, fazer uma queimada é crime e pode causar sérios prejuízos à fauna, comprometendo a qualidade do ar e, consequentemente, a saúde humana, provocando vários tipos de doenças, principalmente respiratórias.

Para o presidente do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas), Marcus Vinicius Polignano, a conscientização da sociedade para evitar queimadas é fundamental. “Mesmo onde há ações de preservação existe o risco de incêndios. A grande questão é a consciência de cada um, a responsabilidade ambiental que cada um deve ter. Sem isso, as ações de conservação perdem grande parte de seus efeitos”, comentou.

Incêndio na nascente do Córrego Capivara 

No início do mês de outubro, a propriedade do Sr. Luiz Fernando de Almeida Paiva, localizada na comunidade de Buritizinho, em Corinto (MG), onde encontram-se duas nascentes do Córrego da Capivara, no município de Corinto, foi incendiada por um vizinho. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

Em agosto deste ano, o Subcomitê Bicudo realizou uma visita técnica na propriedade de Luiz Fernando com o objetivo de aprofundar o conhecimento dos conselheiros do sobre o afluente, o Rio Capivara, localizado no Baixo Rio das Velhas. A propriedade de Luiz Fernando possui três barraginhas que foram construídas a partir da proposta realizada pelo CBH Rio das Velhas, em parceria com o Subcomitê do Rio Bicudo, para recuperação da sub-bacia com a construção de 308 barraginhas na região de Morro da Graça e Corinto.

Luiz Fernando tem uma grande preocupação com as nascentes localizadas em sua propriedade. Logo que adquiriu as terras recuperou as nascentes que estavam assoreadas e evita queimadas no local. “Desde que vim para cá, nunca mais deixei queimarem o meu terreno. No entanto, são poucos os moradores aqui da região que possuem a conscientização ambiental que deveriam”, afirma.

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