A fauna silvestre brasileira vem sendo alvo de todo tipo de agressões praticadas pelo homem como o tráfico de animais e desmatamentos. Essas ações vêm gerando perda de habitats e fragmentação de ecossistemas, acarretando perdas significativas nas populações de animais silvestres em todos os biomas do país. Na bacia hidrográfica do rio das Velhas não é diferente, mas uma ação inédita vem tentando mudar essa realidade.

A proposta é promover o revigoramento da fauna local, num trabalho comprometido com o meio ambiente, como é o caso, da preservação e revitalização das águas, proposta pelo CBH Rio das Velhas. Esse é o objetivo de proprietários rurais do município de Curvelo que interessados em participar da soltura de aves, cederam espaço para destinação das aves recuperadas do tráfego.

A proposta faz parte do Projeto Asas, realizado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) e o IBAMA através do cadastro de proprietários de uma área rural apoiadora. “Essa é nossa maneira de promover o revigoramento da fauna local”, disse um cuidador que não pode ser identificado.

A iniciativa inédita na Bacia do rio das Velhas cuida de tucanos, araras, trinca-ferros, pica-paus, canarinhos e muitas outras aves. A propriedade é extensa e tem um pomar que é cultivado para sustento apenas das aves. O cuidado dos proprietários com o local e as aves pode ser sentido na amizade dos bichos.
Os proprietários cadastrados disseram que já realizaram soltura de mais de 800 pássaros pelo Projeto e que disponibilizam três viveiros para a realização da soltura, dentro das dimensões sugeridas pelo ASAS.

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O começo

Para os proprietários, a participação no Projeto é muito gratificante e é uma tentativa de recuperação da fauna local. Como informaram, quando chegaram à região em 1995 observaram que havia um comprometimento da fauna em razão da captura constante de passarinhos na região.

Com isso, começaram a combate à captura de aves no bioma cerrado, caracterizado principalmente, pelo córrego local. E, pelo trabalho expressivo de combate ao tráfego e denúncias à Policia Ambiental da cidade foram orientados pela polícia a procurar o IBAMA e dar uma vestimenta legal ao trabalho já realizado.

“Nesse momento conhecemos o Projeto ASAS, idealizado por Mauro Guimarães e implantado em 1994 pelo IBAMA, cujo objetivo era organizar a soltura de animais que estavam em condições de voltar para o seu habitat natural. Assim, a área foi cadastrada, realizada uma análise pelos técnicos do IBAMA para identificar as espécies existentes no local e o bioma específico da área periciada, após nos comprometemos a assegurar a proteção do local”, disse emocionado o cuidador.

Projeto ASAS

O Projeto ASAS – Áreas de Soltura de Animais Silvestres – é desenvolvido pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) e o IBAMA, em Minas Gerais, com base na Instrução Normativa 179, de 25 de junho de 2008. A proposta visa o retorno de grande parte dos animais silvestres apreendidos à natureza. No sistema, o órgão ambiental responsável realiza um processo de quarentena, triagem e reabilitação, onde são realizados exames clínicos, laboratoriais e marcação dos animais.

O projeto pretende aumentar o número de propriedades rurais propícias a soltura de animais silvestres e está selecionando áreas, onde poderão ser realizados o inventário faunístico, caracterização e avaliação da propriedade.

Para mais informações sobre o Projeto e cadastramentos das propriedades acesse o link

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