O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas), por meio do Subcomitê Ribeirão Onça, inaugurou as obras de melhorias feitas na Nascente Fundamental do Parque Ciliar do Ribeirão Onça, no dia 30 de novembro, localizada no bairro Ribeiro de Abreu, Região Nordeste de Belo Horizonte e pertencente à Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas.

Foram realizadas a revitalização e a requalificação ambiental como a construção de um deck para observação e da escada de acesso à nascente. E também, no local foi feito cercamento, instalação de uma manta para contenção da encosta, paisagismo e plantio de pomar para uso da comunidade.

Onde a água brota

A nascente Fundamental, que já tem um histórico importante de preservação, mobilização social e participação da comunidade na causa ambiental, é cuidada pelos moradores da região e conta com o carinho e a dedicação especial de Júlia Amaral, desde 1981. A moradora foi finalista na categoria Cidadania do prêmio Bom Exemplo da TV Globo Minas pelas ações de preservação da nascente.

Júlia Amaral comenta sobre as melhorias na Nascente Fundamental do Parque Ciliar do Ribeirão Onça. “É maravilhoso chegar aqui e ver tudo o que foi feito. O deck, a escada de acesso com corrimão, o banco perto da castanheira. Está tudo lindo demais! E eu me sinto orgulhosa de ser útil na preservação e de poder ver de perto o reconhecimento do nosso trabalho”, fala.

Esta foi a primeira melhoria realizada pelo Projeto de Valorização de Nascentes Urbanas e Divulgação de Práticas Ambientais para Proteção e Conservação das Nascentes Urbanas do Ribeirão Onça. O projeto prevê ações em mais oito nascentes da Bacia do Ribeirão Onça a serem executadas até junho de 2017. As ações são financiadas pelo recurso da Cobrança pelo Uso Recurso dos Recursos Hídricos.

O coordenador-geral do Subcomitê Ribeirão Onça, Márcio Lima, apresentou as ações do CBH Rio das Velhas falou sobre a importância da mobilização da sociedade civil. “A área onde localiza-se a nascente é da comunidade. Os moradores precisam entender que parte das águas que recebemos em casa, são oriundas das nascentes, que enchem e preservam a vida dos rios. Por isso é importante a participação ativa da sociedade nesses processos de revitalização”, explica.

Além das melhorias estruturais no entorno da nascente, durante o evento, também foram inaugurados o mobiliário (corrimão, bancos e pórtico) feitos de bambu pela comunidade a partir das oficinas realizadas pelo projeto.  

De acordo com  José Costa que trabalhou como voluntário na execução do projeto, este tipo de iniciativa melhora o ambiente onde as pessoas residem e alerta a população para a qualidade de vida e um futuro melhor. “Ontem ficamos até tarde da noite trabalhando para a inauguração de hoje. É uma ação pequena mas que ajudará muito na revitalização do Ribeirão do Onça”, diz. 

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Nascente Fundamental do Parque Ciliar do Ribeirão Onça

Essa nascente localiza-se próxima ao Ribeirão Onça, a 150 metros do asfalto e a 60 metros do conjunto Habitacional Ribeiro de Abreu. Já foi a principal fonte de abastecimento para a população local quando faltava água no bairro. O entorno da nascente apresenta uma pequena área permeável, vegetação com a presença de árvores nativas, frutíferas e ornamentais.

A proteção e os cuidados com a nascente têm sido realizados por atividades da comunidade, em forma de mutirões animados pelos próprios moradores, Conselho Comunitário Unidos pelo Ribeiro de Abreu (Comupra) e movimento Deixem o Onça Beber Água Limpa, em parceria com o Subcomitê Ribeirão Onça. Itamar de Paula Santos, membro do Conselho, afirma que é fundamental a união e organização da sociedade civil para conquistar melhorias em suas regiões. “Quando a comunidade se organiza e o Governo se toca é possível realizar ações como essa”, comenta. Atualmente, os principais desafios na região têm sido proteger a nascente contra o lançamento clandestino de lixo, entulho e fogo.

Ribeirão Onça

O Ribeirão Onça é um afluente da margem esquerda do Rio das Velhas e tem como principais afluentes o córrego Cachoeirinha e o Ribeirão Isidoro que recebe os impactos diretos da ocupação de Venda Nova e região norte de Belo Horizonte. A Bacia Hidrográfica do Ribeirão do Onça ocupa parte da cidade de Contagem e da região norte de Belo Horizonte é considerada a que mais polui o Rio das Velhas. Sua bacia abriga mais de um milhão de pessoas e em parte dos 36,8 km de extensão do Ribeirão, tem suas margens ocupadas irregularmente, provocando a degradação ambiental ao longo do curso d’água.

Juntamente com o Ribeirão Arrudas, o Onça encontra-se na região mais populosa da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas, em Belo Horizonte, Contagem e Sabará. Os ribeirões Onça e Arrudas são responsáveis pela drenagem da maior parte dos esgotos da Região Metropolitana de Belo Horizonte e sofrem com a diminuição das áreas de drenagem natural e ocupação desordenada de encostas e fundos de vale, devido a sua intensa ocupação. 

Parque Ciliar Ribeirão Onça

Para reverter o problema ambiental, de saúde pública e os riscos decorrentes da ocupação informal das áreas inundáveis, a construção do Parque do Onça foi demandada pela comunidade local e é pautada pelo movimento Deixem o Onça Beber Água Limpa à Prefeitura de Belo Horizonte.

O coordenador-geral do Subcomitê Ribeirão Onça, Márcio Lima, explica que o parque será um dos maiores de Belo Horizonte, com extensão aproximada de 5,5 km, passando por trechos dos bairros São Gabriel, Vila São Gabriel, Ouro Minas, Vila Fazendinha, Novo Aarão Reis, Belmonte, Ribeiro de Abreu, Conjunto CBTU (Novo Tupi), Conjunto Ribeiro de Abreu, Casas Populares (Ribeiro de Abreu) e Monte Azul. “O parque será uma melhoria ambiental e de qualidade de vida da população, ao converter as áreas situadas às margens do Ribeirão do Onça em um espaço público”, diz. O parque também irá proteger áreas críticas vulneráveis às inundações e recuperar a mata ciliar com o plantio de árvores.

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Folder projeto nascentes CS5samuelFonte Infográfico: CBH Rio das Velhas / GOS Florestal


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