O projeto Rede Asas do Carste, realizado através do projeto de extensão da Universidade Federal de Minas Gerais com a soma de esforços do subcomitê Carste, Ribeirão da Mata e do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas, realizou no dia 8 de junho um seminário com objetivo de fortalecer o diálogo entre escolas, alunos e professores da rede pública, instalados nas regiões das lagoas cársticas.

O evento contou com a participação de vários professores e representantes de escolas públicas envolvidas com o projeto.

A saúde da bacia na água e no ar

O monitoramento do ciclo de lagoas temporárias e suas aves aquáticos é fundamental para entender as mudanças climáticas e a maneira correta de atuar na conservação ambiental. Questões como a relação entre clima, planeta e desmatamento, as características das lagoas e as espécies de aves que as frequentam, para onde as aves vão quando deixam as lagoas carsticas, dentre outras serão respondidas durante o projeto Rede Asas do Carste, que colocará alunos e professores em contato com a sustentabilidade do ambiente onde vivem.

“É muito importante olharmos para uma bacia também por cima. Ela não é só o que está por baixo, já que os pássaros dizem muito sobre a diversidade ambiental presente em uma bacia e mostram que existem ligações entre os territórios através das migrações que elas realizam de um ambiente para o outro”, pontua o presidente do CBH Rio das Velhas, Marcus Vinícius Polignano, durante o seminário.

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Métodos e etapas do projeto

O projeto será iniciado no dia 3 de agosto, através de uma oficina de treinamento para as crianças. No total serão três anos de trabalho com a participação professores e alunos de 9 escolas, da 7ª e 9ª série, que atuarão na identificação, documentação e monitoramento continuado da avifauna local, integrando a atividades às matérias ministradas na escola durante as aulas de ciências, geografia, matemática, história, informática, belas artes, português, etc.

De acordo com o professor do Departamento de Biologia Geral da UFMG, José Eugênio Cortes Figueira, que desenvolve o monitoramento das Aves Aquáticas nas lagoas cársticas, as etapas do projeto abrangem visitas de campo com documentação fotográfica e coleta de dados (identificação e contagem das aves, medições das lagoas, coleta de dados climáticos, etc), e trabalhos em sala de aula e/ou laboratório (análise de dados, elaboração de relatórios, experimentos, etc).

Para Procópio de Castro, coordenador do Subcomitê Ribeirão da Mata, que integra o projeto, é de extrema importância do trabalho com as escolas: “criar elos com o lugar onde se vive e estudar o ambiente que se mora será fundamental para preparar uma nova geração sustentável e com consciência crítica”.

Daniel Duarte, coordenador do subcomitê Carste, que também atua no projeto, reforçou a importância do envolvimento das escolas, através dos alunos, professores, diretores e também as secretarias de educação dos municípios.

Resultados esperados

Entre os resultados esperados com a realização do projeto estão os relatórios de campo, a produção de conteúdo para o site Rede Asas do Carste, trocas de experiências entre professores e alunos e a elaboração de material educativo e de divulgação como o Guia de Lagoas Carsticas.

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