Os alunos das escolas que participam do Projeto Rede Asas do Carste realizaram, entre os dias 31 de agosto e 8 de setembro, visitas de campo nas lagoas cársticas. Além da documentação fotográfica da avifauna, o objetivo do trabalho de campo também foi analisar a situação das lagoas e documentar dados.

Funilândia

A primeira visita foi realizada pelos alunos da Escola Estadual Aloísio Ferreira de Souza, na Lagoa de Fora, localizada no município de Funilândia (MG), no dia 31 de agosto.

Antes dos alunos iniciarem os trabalhos, o professor do Departamento de Biologia Geral da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), José Eugênio Cortes Figueira, explicou para os presentes que na região existem uma média de 40 lagoas do tipo da Lagoa de Fora que é uma Dolina, uma depressão de formato elíptico ou circular formada em terrenos calcários pela ação solvente da água sobre a rocha ou pelo desmoronamento do teto de cavidade.

“Essas lagoas possuem um monte de histórias para nos contar. Mas, como elas não falam, nós precisamos ser espertos para fazer perguntas a ela. É assim que trabalha o cientista. Vamos fazer perguntas para descobrir muitas coisas. No momento a lagoa esta seca e vamos tentar descobrir que tipo de vida existe aqui”, afirma.

O professor de geografia Fagner Batista da Escola Estadual Aloísio Ferreira de Souza disse que o Projeto Rede Asas do Carste despertou nos alunos uma curiosidade científica e, principalmente, a importância da preservação ambiental. “Hoje as crianças valorizam a tecnologia e deixam de lado a ciência. No Projeto Rede Asas do Carste, os nossos alunos estão descobrindo a ciência”, explica.

E para o aluno da 7ª série da Escola Estadual Aloísio Ferreira de Souza, Kaíque Rocha dos Santos, que está participando do Projeto Asas do Carste a visita possibilitou que ele presenciasse uma realidade que ele só conhecia pelos livros.

Confira as fotos da visita a Lagoa de Fora

Pedro Leopoldo

No dia 2 de setembro, os alunos participantes do Projeto Rede Asas do Carste, da Escola Municipal Heitor Cláudio e da Escola Estadual Magno Claret, de Pedro Leopoldo, visitaram a Lagoa Santo Antônio. 

Para a professora de Geografia da Escola Municipal Heitor Cláudio, Conceição Lima, o projeto é muito importante. “Trabalhar com os alunos a importância das lagoas cársticas é fundamental. Assim, damos uma extensão tanto para as crianças quanto para suas famílias, o que ao meu ver, é de extrema importância para conseguirmos a revitalização da lagoa, a preservação e o cuidado precisamos fornecer as informações necessária. E é isso que o projeto tem feito”, afirma.

A Lagoa Santo Antônio é uma lagoa cárstica de fundo de Dolina, localizada na Unidade Territorial Estratégica (UTE) Carste do CBH Rio das Velhas e a menos de 5 km do Parque Estadual do Sumidouro. Como toda lagoa de característica cárstica ela possui grande variação de seu volume hídrico, estando quase seca em determinada época e com inundações em outras.

A aluna do 1º ano da Escola estadual Magno Claret, Yasmin Nadine, está adorando participar do Rede Asas do Carste. “O trabalho de campo foi muito legal. Estou adquirindo conhecimento e conhecendo melhor a região onde moro. Tem algumas espécies de pássaros que eu nem sabia que existia aqui”. Estou aprendendo muito, afirma.

Confira as fotos da visita a Lagoa Santo Antônio

O Projeto Rede Asas do Carste

O Projeto Rede Asas do Carste tem como objetivos principais envolver as escolas na proteção e preservação do meio ambiente e fazer com que os alunos se sintam conhecedores e participantes na construção e conscientização das mudanças ocorridas no local em que vivem. Para isso, tem como proposta o diálogo e a parceria com escolas, alunos e professores da rede municipal e estadual que estão instaladas próximas às lagoas cársticas situadas nos municípios de Lagoa Santa (Lagoa Central e margem do Rio das Velhas), Confins (Lagoa Vargem Bonita), Pedro Leopoldo (Lagoa Santo Antônio e Sumidouro), Matozinhos (Lagoa Fluminense), Funilândia (Lagoa d’Fora) e Prudente Morais (Lagoa do Cercado).

“O Projeto nasceu após quatro anos de articulação. Inicialmente, a intenção era trabalhar com as lagoas Santo Antônio, em Pedro Leopoldo, e Fluminense, em Matozinhos. Mas, assim, faltava público e queríamos juntar mais pessoas. No primeiro Seminário do Subcomitê de Bacia Hidrográficas (SCBH) Carste, realizado em maio deste ano, voltamos com a ideia do projeto e acrescentamos algumas regiões”, diz.

Procópio acrescenta ainda que para realizar o Rede Asas do Carste foi feito um arranjo institucional entre o CBH Rio das Velhas, por meio dos SCBH do Rio da Mata e Carste, a UFMG, por meio do professor José Eugênio Cortes do Departamento de Biologia, as prefeituras dos municípios onde o projeto é realizado e empresas privadas que financiaram alguns materiais.

Ao todo serão dois anos e meio de monitoramento em seis lagoas dos municípios que integram a Bacia do Rio das Velhas.

 

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