A segunda visita às lagoas cársticas aconteceram entre os dias 23 de novembro a 03 de dezembro, nos em municípios que fazem parte da Bacia do Rio das Velhas e que situam-se próximas às lagoas cársticas: Lagoa Santa (Lagoa Central e margem do Rio das Velhas), Confins (Lagoa Vargem Bonita), Pedro Leopoldo (Lagoa Santo Antônio e Sumidouro), Matozinhos (Lagoa Fluminense), Funilândia (Lagoa d’Fora) e Prudente Morais (Lagoa do Cercado).

O Projeto Rede Asas do Carste tem como objetivos principais envolver as escolas na proteção e preservação do meio ambiente e fazer com que os alunos se sintam conhecedores e participantes na construção e conscientização das mudanças ocorridas no local em que vivem. Para isso, tem como proposta o diálogo e a parceria com escolas, alunos e professores da rede municipal e estadual.

Segunda visita de campo

As visitas de campo às lagoas cársticas acontecem trimestralmente e objetiva acompanhar, comparar e documentar dados sobre os hábitos migratórios das aves da região durante todas as estações do ano. Assim, a primeira visita foi realizada na estação de inverno e a segunda na primavera.

O monitoramento do ciclo de lagoas temporárias e de suas aves aquáticas é fundamental para entender as mudanças climáticas e a maneira correta de atuar na conservação ambiental. A partir do monitoramento é possível compreender na prática questões como a relação entre clima, planeta e desmatamento, as características das lagoas e as espécies de aves que as frequentam e para onde as aves vão quando deixam as lagoas cársticas.

Pedro Leopoldo

Na quarta-feira (02), os alunos da Escola Estadual Homero de Carvalho realizaram visita à Lagoa do Sumidouro, situada no Parque Estadual do Sumidouro, nos municípios de Pedro Leopoldo e Lagoa Santa.

O Parque Estadual do Sumidouro é uma Unidade de Proteção Integral e foi criado em 3 de janeiro de 1980. O parque possui uma área de 2.004 hectares e tem o objetivo principal de promover a preservação ambiental e cultural, possibilitando atividades de pesquisa, conservação, educação ambiental e turismo.

A Lagoa do Sumidouro possui 8 km de extensão e é caracterizada por um ponto de drenagem de água típica dos terrenos de calcários. Trata-se de uma abertura natural para uma rede de galerias, por meio da qual um curso d´água penetra no subsolo denominado “sumidouro”. Assim, a água da lagoa é drenada para o subsolo por meio de uma abertura, o sumidouro.

Atualmente, a Lagoa do Sumidouro sofre com a escassez hídrica e está seca há três anos. Segundo o professor do Departamento de Biologia Geral da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), José Eugênio Cortes Figueira, o desmatamento, a queimada de florestas e a degradação ambiental contribuem para esse cenário.

Na visita, os alunos colheram bioindicadores do local, receberam explicações técnicas da região e das características do sumidouro, documentaram as aves da região e tiveram consciência do patrimônio ambiental e cultural do Parque Estadual do Sumidouro.

Para o aluno da Escola Estadual Homero de Carvalho, Cauã Lúcio, que está participando do projeto a visita contribuiu para o conhecimento do local e das aves.

O coordenador-geral do Subcomitê do Carste, Daniel Duarte, disse que a maior parte dos alunos são moradores da região, mas poucos conheciam o parque ou tinham consciência da riqueza ambiental e cultural do local. “Assim fica muito difícil pedir para o aluno preservar algo que ele não conhece, e é também nesse sentido que se vê a importância do projeto no contexto de conscientizar as crianças para as questões ambientais do local em que vivem e consequentemente para a Bacia”, afirmou.

Veja as fotos da segunda visita de campo em Pedro Leopoldo


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