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CBH Rio das Velhas fortalece a educação ambiental em festival da UFMG com lançamento de livro e práticas socioambientais

24/03/2026 - 5:00

Entre os dias 20 e 21 de março, a Estação Ecológica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), no campus Pampulha, foi palco do 1º Festival de Educação Ambiental, reunindo educadores, pesquisadores e a comunidade em uma programação dedicada à construção de uma consciência socioambiental por meio da educação. Com apoio do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas) e da Agência Peixe Vivo, o evento reforçou a conexão entre práticas educativas, gestão das águas e sustentabilidade.


Realizado em meio à natureza, o festival, construído a partir de parcerias com o CBH Rio das Velhas, teve como um de seus principais marcos o lançamento do livro “Brincar de mundo novo: práticas pedagógicas para encantar e semear consciência”, resultado de anos de pesquisas, vivências e ações extensionistas do Laboratório de Sistemas Socioecológicos da UFMG. Ao longo dos dois dias, a programação promoveu o encontro entre diferentes saberes e experiências, articulando educação, sensibilidade e território em atividades práticas que apontam caminhos mais integrados para aprender, ensinar e cuidar do meio ambiente.

Para a diretora da Estação Ecológica da UFMG e professora da universidade, Maria Auxiliadora Drumond, o festival é fruto de uma construção coletiva entre instituições comprometidas com a pauta socioambiental. “Estamos realizando o primeiro Festival de Educação Ambiental aqui na Estação Ecológica em parceria com várias instituições. Ele foi concebido pelo Laboratório de Estudos Socioecológicos do Instituto de Ciências Biológicas, em conjunto com a Estação, e conta com apoio financeiro e institucional do CBH Rio das Velhas, da Agência Peixe Vivo e da Pró-Reitoria de Extensão”, afirma. Segundo ela, a iniciativa tem como foco principal os profissionais da educação básica, mas também abre espaço para a participação de outros atores, como órgãos ambientais, estudantes e pesquisadores. “Nossa intenção é difundir uma educação ambiental crítica e transformadora dentro das escolas, mostrando que é possível aprender de forma lúdica e multiplicar esses saberes nos diferentes territórios”.

Ao comentar o lançamento da obra, Maria Auxiliadora reforça que a educação ambiental deve ser compreendida como um processo contínuo, conforme estabelece a Política Nacional de Educação Ambiental. “Não se trata de uma ação pontual. Um evento como esse é importante porque, além de divulgar e distribuir o livro, fortalece um processo que pode ser levado para dentro das escolas, com continuidade”, explica.

Nesse sentido, ela destaca o papel do CBH Rio das Velhas no apoio a iniciativas que ampliam o alcance dessas práticas. “A proposta é estimular uma leitura mais profunda da realidade, que vá além da responsabilização individual e avance na compreensão dos sistemas e das políticas públicas. Com esse apoio, conseguimos plantar sementes que podem gerar transformações mais efetivas nos territórios”, avalia.


Clique aqui e confira o álbum de fotos na íntegra:


Educação ambiental crítica

Mais do que incentivar mudanças de comportamento individuais, a educação ambiental crítica propõe ampliar o olhar sobre as causas estruturais dos problemas ambientais, tema presente nas discussões e oficinas do festival.

De acordo com a bióloga, educadora ambiental e conselheira do Subcomitê Ribeirão Onça, Luana Margarida, a proposta é provocar reflexão e estimular uma atuação mais coletiva. “Não se trata apenas de mudar hábitos, mas de entender por que determinadas situações acontecem, como a ausência de políticas públicas ou de infraestrutura em alguns territórios”, explica. Diferente de vertentes mais voltadas ao comportamento individual ou à transmissão de conteúdos, a perspectiva crítica convida a questionar responsabilidades e a pensar soluções mais amplas. Ainda assim, como ressalta, essas abordagens se complementam e contribuem, juntas, para fortalecer processos educativos mais consistentes e transformadores.

Para Luana, o festival também evidencia a força da articulação entre diferentes iniciativas e territórios em torno da educação ambiental. “Esse encontro mostra como as frentes estão interconectadas — universidade, escola, comitês, sociedade civil — e como essa união fortalece o trabalho em prol das águas e do meio ambiente. É um espaço de troca, de construção coletiva e de fortalecimento de uma educação ambiental crítica”, destaca.


Assessoria de Comunicação do CBH Rio das Velhas:
TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
*Texto: João Alves
*Fotos: João Alves