A terceira das três audiências públicas para apresentação do Plano Diretor de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas aconteceu em Curvelo, cidade do Baixo Rio das Velhas, que compreende, ao sul, a linha divisória entre os municípios de Corinto, Monjolos, Gouveia e Presidente Kubitscheck e, ao norte, os municípios de Buenópolis, Joaquim Felício, Várzea da Palma e Pirapora.

Um dos temas mais debatidos no encontro foi a agropecuária, atividade muito praticada na região. “Os estudos e análises do plano indicavam a agropecuária uma das situações mais complexas da bacia. Por isso, temos que adequar todo o sistema aos benefícios e compromissos de uma bacia de qualidade para todos”, revela o coordenador do Subcomitê Guaicui, Jacqueson Azevedo de Souza, ao comentar que os usos intensivos do solo na ausência de tecnologias de manejo sustentável podem provocar sérios impactos negativos, tanto na capacidade produtiva dos solos com a perda de nutrientes pelo processo erosivo, quanto nos recursos hídricos pelo assoreamento e eutrofização dos cursos d’água e represas, através da contaminação da água por agrotóxicos, afetando assim, consequentemente, toda a flora e fauna aquática.

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Para Jacqueson, a conscientização da necessidade de conservação e recuperação dos Recursos Naturais, que possui sua base na preservação do meio ambiente, pode ser melhor desenvolvida quando aplicam-se os conceitos de educação ambiental em situações reais, que permitem interrelacionar o cotidiano das pessoas, e suas atividades, com o ambiente ao seu redor.

“Ao considerarmos a Bacia Hidrográfica e a qualidade da água de seus rios como uma unidade de estudo dinâmico e em permanente alteração, obteremos uma situação em que as pessoas envolvidas no processo utilizam a realidade à sua volta como instrumento de aprendizado, proporcionando maior entendimento e imediata aplicação do conhecimento”, disse Azevedo ao ressaltar a importância da atualização do Plano Diretor para o futuro da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas.

Quem também concorda com a opinião é o coordenador do Subcomitê Curimatai, Joemilson Monte Alto, para ele, a representatividade do momento era a de unir forças para que o Plano Diretor seja aplicado e desenvolvido por completo. “Nossa expectativa é ter ajudado com o processo e fazer do Plano uma realidade em nossa bacia”, disse.

Ainda segundo ele, o grande desafio é o da inserção da dimensão ambiental em todos os processos nos quais se assentam as atividades urbanas, industriais, minerais e rurais; que, em síntese, existem e existiram por demanda da sociedade e que em sentido amplo atendem a objetivos sócio-econômicos. “Trata-se de construir parâmetros de sustentabilidade com participação dos segmentos produtivos e das comunidades considerando, articuladamente, os aspectos sociais, econômicos, ambientais e culturais”.

A audiência

O prefeito de Morro da Garça, José Maria, esteve presente e revelou que a atualização do Plano Diretor se consistia num sonho realizado e que para implementar as ações todos são convocados a trabalhar pela bacia. “Nossos municípios esperam melhorias, mas também devem estar dispostos a trabalhar pelo bem de todos”, revelou ao destacar a atuação do Comitê na região e as ações positivas realizadas pela entidade nos afluentes e rio das Velhas. “Somos muito gratos ao Comitê, sua diretoria e membros, pois os trabalhos realizados realmente significam muito para nossa bacia e população”, disse.

Outros assuntos como a ausência de saneamento básico, o crescimento desordenado das cidades, conflito no uso da água, corpos d’água poluídos e degradados, ocupação irregular do solo, dentre outros, foram também debatidos.

Reveja as apresentação da atualização do PDRH

Plano Diretor

Desenvolvido em consonância com a legislação de recursos hídricos, o Plano é um importante instrumento de gestão compartilhada e descentralizada, que procura assegurar a oferta de água em quantidade e qualidade para diversos usos, no campo e nas cidades. Ele apresenta um plano de ação para a revitalização, recuperação e conservação hidroambiental da bacia, estabelecendo, inclusive, as ações necessárias para o alcance da meta de navegar, pescar e nadar no rio das Velhas em seu curso na Região Metropolitana. Além disso, apresenta diretrizes e critérios para os instrumentos de gestão, quais sejam, outorga, enquadramento, cobrança e sistema de informações.

O Plano implica, ainda, uma visão compartilhada de objetivos e metas que devem ser alcançadas ao longo do tempo, permitindo correções de rumo e prioridades. Outro aspecto importante é que o Plano democratiza o acesso às informações e disseminam também, alternativas de ação nas comunidades, resultando em benefícios para todos os envolvidos no projeto.

VEJA COMO FOI:
1ª AUDIÊNCIA PÚBLICA DO PDRH EM BELO HORIZONTE (MG)
2º AUDIÊNCIA PÚBLICA DO PDRH EM ITABIRITO (MG).


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