Entre os dias 15 e 27 de setembro, alunos de escolas públicas do Carste realizaram visitas às lagoas características desta região. Na manhã de ontem (27), encerrou-se a última visita com os alunos da Escola Municipal da Lapinha, na Lagoa Central, em Lagoa Santa.

O projeto “Rede Asas do Carste” propõe desenvolver com professores e alunos atividades de campo para monitoramento e observação de aves no ambiente natural, despertando a consciência ecológica para a conservação e ações sustentáveis na região. A iniciativa teve início em agosto de 2015 e, ao todo, serão dois anos e meio de monitoramento em seis lagoas que integram a Bacia do Rio das Velhas: Lagoa Santa (lagoa Central e margem do Rio das Velhas), Confins (lagoa Vargem Bonita), Pedro Leopoldo (lagoa Santo Antônio e Sumidouro), Matozinhos (lagoa Fluminense), Funilândia (lagoa d’Fora) e Prudente Morais (lagoa do Cercado).

“É um projeto maravilhoso, pois tem conscientizado os nossos alunos sobre a educação ambiental nesse século que fala sobre a crise do meio ambiente”, afirma a professora do ensino fundamental, Viviane Teixeira.

Viviane ainda completa que, os alunos aprendem mais quando praticam em campo o que foi ensinado em teoria na sala de aula. “Discutimos e questionamos em sala sobre a temática, mas poder vir a campo e vivenciar a experiência da preservação das aves, do meio ambiente e da água auxilia ainda mais na conscientização e aprendizagem dos alunos”, conclui.

Sobre o futuro do planeta, a aluna Ana Carolina destaca a importância de cuidar das aves, das águas e do meio ambiente como um todo em prol das futuras gerações. “Um dia vamos ter nossos filhos, por isso, é bom cuidarmos do nosso planeta”, reflete.

Veja as fotos da visita de campo

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Metodologia do Rede Asas do Carste

A primeira atividade do projeto foi a capacitação dos alunos por meio do Guia de Campo. O material didático inclui mapa com a localização de todas as lagoas que estão sendo visitadas e monitoradas e também instruções de como proceder no campo, informações sobre geologia e aves aquáticas da região. Destaca-se que apenas no município de Lagoa Santa são cerca de 53 espécies de aves já catalogadas.

Durante as visitas de campo, os alunos participam da documentação fotográfica e de toda a coleta de dados com a identificação e contagem das aves, medições das lagoas, coleta de dados climáticos e verificação da avifauna. Os trabalhos dos alunos são continuados em trabalhos em sala de aula e/ou laboratório com análise de dados, elaboração de relatórios e experimentos. As visitas às lagoas são realizadas durante as quatro estações do ano.

Entenda o carste

O carste é um tipo de relevo formado pelo efeito corrosivo da água sobre rochas solúveis como o calcário, quartzitos e basaltos. O efeito das águas sobre estes tipos de rocha propicia o aparecimento de características físicas muito peculiares, tais como paredões rochosos sulcados e corroídos ao longo do tempo, cavernas subterrâneas, lagoas, sumidouros e depressões, que possuem rico acervo paleontológico e arqueológico.

No Brasil, uma das principais áreas de relevo cárstico encontra-se na região da Área de Proteção Ambiental (APA) Carste de Lagoa Santa (MG). Nessa região, a ação solúvel da água sobre as rochas calcárias propiciou a formação de estruturas típicas, como as cavernas.

Na pré-história, essas cavernas abrigavam vida. Por isso, são reconhecidas, não só pela sua riqueza natural, como também por sua importância para a Arqueologia e Paleontologia nacional e mundial.


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