Na última sexta-feira (11), os integrantes do Subcomitê do Rio Taquaraçu se reuniram e elegeram a nova coordenação para a Gestão 2016-2018.

Na eleição, os conselheiros elegeram para a sociedade civil, Ricardo Costa Carvalho, representando a Associação São Vicente de Paula; para os usuários de água elegeram Pedro Las Casas Campos Coelho, representante do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Caeté e para o poder público elegeram Pedro Paulo Repolês, representante da Prefeitura de Nova União.

O novo coordenador-geral, Ricardo Costa Carvalho, fala sobre a expectativa para a nova gestão “A ideia é garantir a manutenção dos trabalhos do Subcomitê que já vem sendo realizados e conscientizar a população sobre a preservação e valorização dos rios em prol da vida e da história do povo mineiro”. Ricardo acredita que a solução de garantia de uma vida melhor é sensibilizar as pessoas sobre a questão dos rios “temos que espiritualizar as pessoas para que se empenhem na conservação e preservação dos mananciais para a garantia de vida futura. Temos que ser parceiros da natureza para alcançarmos um desenvolvimento sustentável e com garantias de condições, qualidades e perspectivas de vida melhores”, conclui.

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Da esq. p/ dir.: Coordenador de usuários, Coordenador do poder público e Coordenador da sociedade civil e geral.

No encontro, os integrantes do Subcomitê deram informes sobre o debate público “Águas de Minas: Revitalização e Gestão dos Rios de Minas” que será realizado na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG), no dia 21 de março, próxima segunda-feira. E sobre a campanha do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas), “Água como Direito Humano”.

Além disso, foi apresentado aos presentes o processo que se encontra a demanda espontânea “Instalação de fossas sépticas da Bacia Hidrográfica do Rio Taquaraçu” que foi aprovada no chamamento público de projetos. A demanda visa à implantação de fossas sépticas para o tratamento de esgoto sanitário domiciliar, que tem o objetivo de melhorar a qualidade das águas e de vida dos moradores dos municípios de Caeté, Nova União e Taquaraçu de Minas. Além da criação e implantação de programas de assistência técnica através dos municípios, a fim de orientar a construção e manutenção adequada dos sistemas individuais de esgotamentos sanitários, adotados como solução na zona rural.

Veja as fotos do encontro:

Projeto Hidroambiental

No final do ano de passado foi entregue a comunidade o projeto hidroambiental realizado na região. O projeto realizou a recomposição florística em matas ciliares degradadas da bacia e instalação de infraestrutura de proteção de nascentes hídricas e áreas de preservação permanente mapeadas em propriedades rurais cadastradas pelo CBH Rio das Velhas.

Sobre a região

A bacia do Rio Taquaraçu, se localiza na região do Médio Rio das Velhas e é composta pelos municípios de Caeté, Jaboticatubas, Nova União, Santa Luzia e Taquaraçu de Minas. Os principais rios da região são: Taquaraçu, Vermelho e Ribeiro Bonito. Além desses, há também pequenos riachos e córregos no percurso da bacia.

As águas da bacia possuem um índice alto de qualidade da água, por isso o Rio Taquaraçu é considerado um dos mais importantes afluentes do Rio das Velhas contribuindo com um grande volume de águas limpas. Apesar do alto índice de qualidade das águas, a região sofre com a questão do saneamento básico, já que o esgoto domiciliar não é tratado e é jogado diretamente no Rio Taquaraçu e em seus afluentes.

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Região da UTE Rio Taquaraçu, foto tirada em março de 2016. (Crédito: CBH Rio das Velhas – TantoExpresso: Ohana Padilha)

Campanha “Água como Direito Humano”

O CBH Rio das Velhas, por meio da campanha “Água como Direito Humano” chama a coletividade, as instituições e pessoas da Bacia do Rio das Velhas à debaterem, discutirem e se articularem para não apenas a manutenção de quantidade e qualidade de água, mas principalmente para a garantia dos diversos usos, da biodiversidade e dos direitos que são considerados fundamentais a todas as pessoas e que hoje, infelizmente, não são plenamente garantidos.Tal questão é fundamental para o fortalecimento da gestão das águas, uma vez que as consequências para a saúde da população impõem mudanças drásticas na atuação de todos os atores.


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Assessoria de Comunicação CBH Rio das Velhas
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