Uma das funções dos Subcomitês é fiscalizar e acompanhar os processos que envolvem a revitalização da bacia e propor ao Comitê o exame e a apreciação de questões relacionadas aos recursos hídricos em sua área de atuação. Com esse intuito, representantes do SCBH Arrudas e do município Sabará, do SCBH Ribeirão Caeté/Sabará visitaram no dia 3 de março, as instalações da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Arrudas.

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“A origem do pedido se deu em uma reunião do Subcomitê Arrudas em que os conselheiros discutindo a questão sobre o funcionamento da Estação, decidiram conhecer o local de perto, sanar as dúvidas levantadas sobre o eficaz funcionamento da ETE e aprender como é feito o tratamento, principalmente na questão do reuso”, revelou o coordenador do SCBH Arrudas, Guilherme Eduardo Cota.

Para a conselheira do Subcomitê Caeté-Sabará, Márcia Romero, a visita foi uma oportunidade exercitar o diálogo. “Conhecendo a estrutura e o que acontece na Estação, poderemos formar nossa opinião. O momento também é significativo para ouvirmos os responsáveis e com isso dialogar abertamente e efetivamente todos os pontos questionados”, declara.

ETE Arrudas

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Localizada na região de Sabará, a ETE Arrudas é uma das maiores e mais modernas do país. Ela ocupa 63,84 hectares e opera, inicialmente, para 1 milhão de habitantes, podendo ampliar seu atendimento para até 1,6 milhões de pessoas.
A capacidade atual de tratamento a nível secundário da Estação é de 2,250m³/s (dois mil, duzentos e cinquenta litros de esgoto a cada segundo). No entanto, está em fase de implantação a ampliação de sua capacidade para 3,375m³/s, sendo que a previsão em fase final é 4,5m³/s.

“A prioridade é triplicar o volume de esgotos tratados, beneficiando 12 milhões de pessoas. Esse esforço de preservação ambiental serve de exemplo ao país e já mostra bons resultados: as duas cidades com maior população do Estado, por exemplo, já estão tratando grande parte dos esgotos domésticos e industriais”, disse o diretor metropolitano das ETEs, Rômulo Perilli.

Veja como funciona a ETE

Visita

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Nas ETE’s, o tratamento é baseado nos fenômenos biológicos que ocorrem naturalmente nos cursos d’água e permite o descarte do efluente obedecendo todos os parâmetros exigidos pela legislação brasileira, reduzindo os impactos ambientais e contribuindo com as propostas de gestão ambientalmente responsável e a sua sustentabilidade do empreendimento. Durante visita, os representantes puderam conhecer o tratamento preliminar feito no esgoto. Na sequencia observaram tanques de aeração e decantadores.

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Na estação ainda há um local destinado a pesquisas realizadas pela UFMG, onde são analisados vários trabalhos dos estudantes. Os projetos são divididos em subprojetos que pesquisam os processos e tratamentos.

Centro de Educação Ambiental

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A ETE Arrudas possui um Centro de Educação Ambiental – CEAM ETE Arrudas, criado com o objetivo de realizar atividades ligadas ao meio ambiente e promover a conscientização da preservação ambiental.

O CEAM ETE Arrudas tem como grande destaque o sistema de biomonitoramento, composto por um aquário de aproximadamente dez mil litros, que é alimentado exclusivamente pelo líquido resultante do tratamento dos esgotos da Estação, permitindo controlar a qualidade do efluente final da ETE, antes de ser lançado no Ribeirão Arrudas.

Uma das particularidades deste biomonitoramento é a utilização de peixes da própria bacia do São Francisco e Velhas como indicadores de eficiência. Dentre várias espécies encontradas, existem: matrinxâ, mandi amarelo, curimatã e piau branco.

Eficácia do processo questionada

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A eficácia do processo de tratamento e suas conseqüências para Sabará foram assuntos discutidos durante visita pelo prefeito local, Diógenes Gonçalves Fantini. Segundo ele, a ETE do Ribeirão Arrudas, instalada em Sabará, na Grande Belo Horizonte, opera fora dos parâmetros definidos pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). Esta é a conclusão do laudo “Avaliação de Eficiência da ETE Arrudas”, elaborado a pedido da prefeitura de Sabará, em 2013. “O modelo de tratamento não atende ao nosso município”, afirmou.

Para o diretor metropolitano, Rômulo Pirelli, a situação é complexa. “O problema não é tão simples, mas de grande complexidade. Belo Horizonte passou nas últimas décadas por um grande crescimento urbano e quando falamos da Região Metropolitana falamos de milhões de pessoas, por isso podemos dizer que efetivamente a Estação funciona. Se ela não estivesse aqui, o rio das Velhas estaria morto. Nosso desafio são os esgotos clandestinos. Mas vamos continuar trabalhando por mais melhorias para o Arrudas e consequentemente para o rio das velhas”, revelou.

Veja fotos da visita:


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Assessoria de Comunicação CBH Rio das Velhas
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