O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas) lança, nesta sexta-feira (05), Dia Mundial do Meio Ambiente, a campanha para o ano de 2026: “Rio das Velhas, Eu Faço Parte: Terra de Vida e Diversidade”. A iniciativa propõe ampliar o olhar sobre a Bacia Hidrográfica, destacando sua biodiversidade, seus ecossistemas e a relação direta entre conservação ambiental, produção de água e qualidade de vida, além de chamar atenção para as ameaças enfrentadas pela biodiversidade no território.
Em 2026, o foco se volta para a riqueza biológica e ecológica da bacia, considerada uma das regiões ambientalmente mais relevantes de Minas Gerais. Delimitada à leste pela Cordilheira do Espinhaço e ao sul pelo Quadrilátero Ferrífero, a bacia reúne ecossistemas raros, como os Campos Rupestres, além de estar situada na transição entre Mata Atlântica e Cerrado — os dois únicos hotspots brasileiros de biodiversidade.
Tradicionalmente desenvolvidas ao longo de todo o ano pelo Comitê, as campanhas institucionais de comunicação e mobilização social têm como objetivo mobilizar a sociedade em torno de temas estratégicos para a revitalização do Rio das Velhas. Em anos anteriores, o CBH já abordou pautas como saneamento básico, revitalização do rio, Cobrança pelo uso da água, Educação Ambiental e outros.


Território vivo e diverso
A campanha reforça a ideia de que o Rio das Velhas deve ser compreendido não apenas como um curso d’água, mas como um território vivo, marcado pela diversidade de espécies, paisagens, culturas e modos de vida interdependentes.
Afinal, não é qualquer lugar que reúne tesouros naturais e geológicos como as Serras da Moeda, do Gandarela, do Curral, do Cipó, do Cabral, e grutas como as de Maquiné, Rei do Mato e da Lapinha – bem como todo o Sítio Ramsar Lund-Warming, na APA Carste de Lagoa Santa. Esses elementos compõem um mosaico ecológico e cultural que precisa ser reconhecido, valorizado e protegido.
Ao longo do ano, o CBH Rio das Velhas produzirá conteúdos especiais para site e redes sociais abordando temas como biodiversidade, serviços ecossistêmicos, mudanças climáticas, conservação ambiental, revitalização do rio, produção de água, educação, ciência e iniciativas da sociedade civil e do poder público em defesa dos ecossistemas da bacia.

Fauna, flora e riquezas geológicas do território em foco na campanha de 2026
Participação coletiva
O presidente do CBH Rio das Velhas, Valter Vilela, destaca que a campanha busca fortalecer o sentimento de pertencimento da população em relação ao território e ampliar o engajamento em ações de preservação ambiental. “A Bacia do Rio das Velhas é um patrimônio natural, cultural e social de valor imensurável. Quando falamos em revitalização do rio, estamos falando também da proteção da biodiversidade, das serras, das nascentes, das cavernas, dos modos de vida e dos ecossistemas que garantem água para milhões de pessoas. A campanha deste ano busca justamente despertar esse olhar mais amplo e sensível sobre o território”, afirma.

Segundo Vilela, a proposta também dialoga diretamente com os desafios ambientais contemporâneos. “Queremos mobilizar a sociedade para compreender que proteger o Rio das Velhas é uma responsabilidade coletiva e contínua, que envolve poder público, setor produtivo, escolas, universidades, comunidades tradicionais, organizações sociais e toda a população”, disse.
Semana Rio das Velhas
Assim como nas edições anteriores, a campanha terá seu ápice durante a Semana Rio das Velhas, realizada anualmente em torno do dia 29 de junho, data reconhecida como o Dia do Rio das Velhas, instituído pela Deliberação Normativa nº 05/2018 do CBH Rio das Velhas.
A programação contará com eventos, debates, mobilizações e ações educativas em diferentes regiões da bacia hidrográfica, envolvendo Subcomitês, instituições parceiras, movimentos sociais, escolas e comunidades locais.


Biodiversidade e futuro
Além de dar visibilidade às riquezas naturais da bacia, a campanha também pretende conectar o debate sobre conservação ambiental a temas estratégicos atualmente em pauta no Comitê, como o novo Enquadramento dos corpos d’água em classes e a Meta 2034.
A proposta é ampliar o diálogo sobre a importância da biodiversidade para a manutenção dos serviços ecossistêmicos, para o abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e para a construção de um futuro ambientalmente mais equilibrado para toda a bacia.

Nesta bacia, paisagens como a Serra do Gandarela e a Serra do Curral convivem e são fundamentais para adensamentos urbanos como a RMBH
Assessoria de Comunicação do CBH Rio das Velhas:
TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
