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Publicada a 23ª Edição da Revista Velhas, publicação semestral do CBH Rio das Velhas

24/04/2026 - 12:00

A Revista Velhas nº23, mais nova edição da publicação semestral do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas), já está disponível em sua versão digital! A palavra de ordem da vez é ‘preservação’. Em um tempo em que os sinais da crise climática se tornam cada vez mais evidentes, preservar deixou de ser apenas um ideal e passou a ser uma urgência. Mas preservar também é construir. É planejar, investir, transformar realidades e, sobretudo, imaginar futuros possíveis para o nosso rio


Veja os destaques:

A bacia do Rio das Velhas entra em uma nova fase. Com a aprovação do Enquadramento dos corpos hídricos, abre-se um horizonte que exige mais do que diagnóstico: exige ação coordenada, compromisso e continuidade. O que está em jogo não é apenas a qualidade da água, mas a capacidade de traduzir planejamento em transformação concreta nos territórios.

Se o planejamento aponta caminhos, o cuidado cotidiano mostra que eles já começam a ser trilhados — muitas vezes onde menos se espera. Entre quintais, ruas e fragmentos de vegetação, as nascentes urbanas resistem e revelam algo poderoso: a água ainda encontra espaço para brotar, desde que haja atenção, vínculo e responsabilidade. Ao mesmo tempo, novas iniciativas ampliam esse olhar, integrando a proteção dessas fontes à segurança hídrica das cidades.

Jornalismo ambiental e turismo responsável

Mas para que essas histórias existam — e, sobretudo, para que ganhem força — é preciso que sejam contadas. Em um país marcado por conflitos ambientais e disputas de narrativa, o jornalismo socioambiental se afirma como ferramenta essencial de defesa da vida, dos territórios e dos bens comuns. Informar, aqui, é também proteger.

Há também caminhos concretos que mostram como conservação e desenvolvimento podem caminhar juntos. É o caso da TransCabral, travessia de longo curso que percorre a região da Serra do Cabral, no Baixo Velhas, articulando turismo de natureza, proteção ambiental e geração de renda para comunidades locais. Ao longo de seu trajeto, a iniciativa revela o potencial de um modelo de desenvolvimento que reconhece a paisagem como patrimônio e o rio como eixo estruturador de oportunidades.


Embarque com a gente nesse rio! Clique aqui e confira a versão digital na íntegra!


COP 30 e as mudanças climáticas na bacia

Nesta edição, cruzamos o país ao lado de Sergio Myssior e Thiago Metzker, que decidiram transformar o deslocamento até a COP-30 em uma jornada de escuta pelos territórios brasileiros. Ao percorrer milhares de quilômetros por diferentes biomas, reuniram relatos, impressões e evidências de um tempo em que os impactos da crise climática já são visíveis — mas também em que respostas locais emergem com criatividade e resiliência.

Porque, se o futuro está em disputa, ele também já começou. E os dados não deixam dúvidas: em apenas 25 anos, Belo Horizonte registrou um aumento significativo em sua temperatura média. A emergência climática não é mais projeção — é presença, e se impõe sobre o cotidiano das cidades e dos territórios.

Novos tempos e paisagens históricas

Nesse contexto, decisões estruturais ganham ainda mais peso. A privatização da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) inaugura um novo capítulo para os municípios da bacia, trazendo incertezas, desafios e escolhas que terão impacto direto sobre tarifas, investimentos e, sobretudo, sobre a garantia do acesso à água e ao saneamento nas próximas décadas.

Seguimos também pelo território da UTE Poderoso Vermelho, onde história e natureza correm lado a lado, revelando como a preservação pode ser, ao mesmo tempo, memória e projeto de futuro. Em paisagens marcadas por patrimônio cultural e riqueza ambiental, vemos que proteger é também reconhecer identidades e fortalecer vínculos.

Há poesia na preservação

Na editoria Olhares, a poesia encontra o rio — lembrando que, antes de recurso, a água é símbolo, linguagem e imaginação. Entre dados e histórias, desafios e esperanças, esta edição reafirma um ponto essencial: preservar não é resistir ao futuro — é torná-lo possível.


Assessoria de Comunicação do CBH Rio das Velhas:
TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social