Com o intuito de aproximar, conscientizar e de ouvir a comunidade que mora no entorno do Parque, o Subcomitê Nascentes vinculado ao Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas) e a empresa Myr Projetos Sustentáveis, responsável pela execução do projeto, realizaram uma oficina na última quarta-feira (29).

“Tivemos um abandono do Parque nos últimos anos, mas desde 1995 várias associações comunitárias têm lutado pelo Parque”, conta o morador e vereador, Luiz Gonzaga.

Para Luiz, o plano irá nortear e mostrar caminhos “ele vai mostrar o que deve e o que não deve ser feito no Parque”.

Vanilda Claudia que mora na região há 49 anos, disse que está participando das oficinas para saber o que será feito da Cachoeira das Andorinhas “espero que traga coisas melhores para as gerações futuras”.

O analista ambiental da empresa, Thiago explica que essa é a 2ª oficina que acontece na cidade e que a finalidade da mesma é de conscientizar as pessoas sobre o projeto “as pessoas da região precisam se apoderar do plano. Precisam ter o plano em mente para que depois de pronto possam ter autonomia e conhecimento para cobrarem das autoridades os devidos encaminhamentos”.

Na oficina, dúvidas da comunidade foram esclarecidas e os presentes tiveram suas observações e contribuições ouvidas pela equipe responsável pelo projeto.

Veja as fotos da oficina:

Plano de Manejo Parque Municipal das Andorinhas

O Parque Natural Municipal das Andorinhas, localizado em Ouro Preto, tem uma área de 557 hectares e abriga a nascente principal do Rio das Velhas. O Parque tem um trecho de 6,27 km da sub-bacia Nascentes e compõe parte da porção sul do maciço meridional do Espinhaço.

O Plano de Manejo do Parque das Andorinhas, será executado na região do Subcomitê Nascentes, propõe mecanismos de integração com base na criação de um mosaico das Unidades de Conservação, contidas na Área de Proteção Ambiental (APA) das Andorinhas e a sua integração com outros que contemplem demais unidades da região. Dessa forma, será construída uma política de conservação comum, potencializando as ações administrativas, fortalecendo o envolvimento da sociedade, com foco na preservação da biodiversidade e sustentabilidade regional.

O plano é um documento técnico fundamentado nos objetivos gerais de uma Unidade de Conservação. Estabelece o zoneamento e as normas que devem presidir o uso da área e o manejo dos recursos naturais, inclusive a implantação das estruturas físicas necessárias à gestão da unidade.

O projeto terá o custo de R$ 512.329,60 e será executado em 14 meses.

Veja a apresentação do plano de trabalho do projeto:


Mais informações e fotos em alta resolução:

Assessoria de Comunicação CBH Rio das Velhas
comunicacao@cbhvelhas.org.br