Na ultima terça-feira (07), os integrantes do Subcomitê Guaicuí se reuniram no Vapor Benjamim Guimarães em Pirapora, Minas Gerais. O objetivo foi de discutir a seca do Rio São Francisco.

Dando início a reunião, Patrick Valim do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Pirapora apresentou o cenário de escassez que assola Rio São Francisco. Patrick iniciou sua apresentação dizendo que o rio é utilizado para inúmeras atividades, como para o abastecimento público, para o alimento, para a geração de energia, para atividades de navegação e para outros usos, e que por isso deve ser preservado e usado conscientemente para atender a todas as demandas.

Patrick explicou que com a seca a SAAE precisou mudar o local para a captação de água para o abastecimento público da cidade e informou que 50% do esgoto é tratado. Finalizando a apresentação, disse que o problema não é somente a falta de chuva, mas também pela má gestão dos recursos hídricos “todo mundo tem que cuidar do Rio, todos que moram na Bacia tem que cuidar”, conclui Patrick. Acesse o site do CBH Rio São Francisco.

Veja a apresentação:

Dando sequência à reunião, Carolina Castro da Equipe de Mobilização do CBH Rio das Velhas apresentou o relatório de vazão do Córrego Santo Antônio, o qual foi medido em abril em Lassance.

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Medição da vazão do Córrego Santo Antônio, em Lassance.

Finalizando a reunião, o coordenador-geral do Subcomitê Guaicuí, Jacqueson Azevedo falou sobre o Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) de Várzea da Palma que foi financiado pelo recurso da cobrança da água do CBH Rio das Velhas. Jacqueson afirmou que o Plano está na Câmara Municipal de Várzea da Palma para ser aprovado.

O Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) tem como objetivo a universalização do serviço público de saneamento básico, com serviços e produtos de qualidade. Abrange os serviços de abastecimento de água potável e esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, bem como drenagem e manejo das águas pluviais, apresentado para discussão e aprovação pelo Município, conforme previsto na Lei Federal Nº 11.445/07 artigo 19, que estabelece as diretrizes a serem seguidas.

O CBH Rio das Velhas financia a elaboração dos Planos Municipais de Saneamento, com recursos da cobrança pelo uso da água na Bacia do Rio das Velhas e as contratações das empresas responsáveis são coordenadas pela Agência de Bacia AGB Peixe Vivo.

Veja as fotos da reunião

Vapor Benjamin Guimarães

Construído em 1913 no Mississipi, Estados Unidos, o Benjamim Guimarães foi comprado na década de 20 pela empresa brasileira Júlio Guimarães e recebeu este nome em homenagem ao pai do proprietário. O vapor foi utilizado por várias décadas no transporte de cargas e passageiros no trecho Pirapora – Juazeiro, no Norte da Bahia. Também transportou durante a Segunda Grande Guerra Mundial tropas do Exército Brasileiro que se dirigiam ao litoral de Pernambuco e do Rio Grande do Norte para o patrulhamento da costa, de onde embarcariam para a Itália, na Força Expedicionária Brasileira.

No início dos anos 80, com a decadência da navegação no São Francisco, as viagens tornaram-se cada vez menos frequentes. Cinco anos mais tarde, o Benjamim é tombado pelo IEPHA (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais) e recebe sua primeira reforma. Em janeiro de 1997, o Benjamim é incorporado ao Patrimônio Histórico do Município de Pirapora e fica parado por quase 10 anos no porto da cidade.

Em 2004, o Vapor Benjamim Guimarães volta a navegar apenas para passeios de curta distância nas imediações de Pirapora, após passar por mais uma completa restauração. Em outubro de 2007, a Capitania dos Portos de Minas Gerais finalmente autoriza o Benjamim Guimarães, após minuciosa vistoria técnica, a realizar viagens de longa distância.

O Benjamim Guimarães possui três pisos: no primeiro, encontra-se a casa de máquinas, caldeira, banheiros e uma área para abrigar passageiros. No segundo, estão instalados doze camarotes e no terceiro, um bar e área coberta. Tem capacidade para 170 pessoas, entre tripulantes e passageiros e consome um metro cúbico de lenha por hora. De acordo com as normas de segurança da Marinha, nas atuais condições em que se encontra, o vapor está autorizado a navegar na chamada área um: rio, lago e correnteza que não tenham ondas ou ventos fortes. Ele é o único modelo de grande porte que ainda pode ser navegado a vapor no mundo.

Atualmente, o vapor está parado pelo baixo volume do Rio São Francisco.


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Assessoria de Comunicação CBH Rio das Velhas
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