O Grupo Gestor de Vazão do Alto Rio das Velhas (Convazão) se reuniu, de forma virtual, nesta terça-feira (15), para avaliar as condições dos reservatórios, as vazões registradas na região e as perspectivas climáticas para o fim do período seco. A partir das informações apresentadas, os participantes consideraram confortável o cenário atual.
Criado pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas), o Convazão acompanha as vazões e articula a operação dos reservatórios localizados a montante da Estação de Tratamento de Água (ETA) Bela Fama, da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), em Nova Lima. O trabalho busca conciliar os diferentes usos da água, preservar a vazão do Rio das Velhas e contribuir para a segurança do abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).
Durante a reunião, o representante da AngloGold Ashanti, Weider de Oliveira, apresentou a situação do Sistema Rio de Peixe, formado pelos reservatórios de Lagoa Grande — também conhecida como Lagoa dos Ingleses —, Codornas e Miguelão. Segundo ele, a vazão aumentou e chegou a 40 metros cúbicos por segundo (m³/s).
Os três reservatórios estão, na média geral com 58% de volume útil (* cerca de 10,5 milhões de m³ de armazenamento, condição melhor que anos anteriores para a mesma época. Embora setembro apresente o maior armazenamento registrado para o mês, já foi necessário iniciar o deplecionamento do reservatório do Miguelão, ou seja, a liberação de parte da água acumulada por necessidade de execução de obra.
O coordenador do Convazão, Renato Constâncio, avaliou que a situação atual é confortável. O representante da Copasa, Nelson Guimarães, também apresentou perspectivas positivas. De acordo com a previsão meteorológica acompanhada pela Copasa, setembro – último mês do período tipicamente seco – poderá registrar chuvas acima da média. A expectativa é que o período chuvoso tenha início em outubro.
O IGAM (Instituto Mineiro de Gestão das Águas) não participou da reunião e, por isso, não apresentou sua análise meteorológica e hidrológica.
Assoreamento preocupa em Rio de Pedras
A reunião também marcou a retomada da participação da Âmbar Energia nos encontros do Convazão. A empresa é responsável pela operação da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Rio de Pedras, em Acuruí, distrito de Itabirito, cujo reservatório integra o conjunto de estruturas acompanhadas pelo grupo.
Durante o encontro, o representante da empresa, James Giacomazzi, alertou para o estágio avançado de assoreamento da estrutura. “Hoje, cerca de 80% do reservatório de Rio de Pedras está comprometido pelo acúmulo de rejeitos”, informou.
O assoreamento reduz o espaço disponível para o armazenamento de água e limita a capacidade de regularização das vazões. A PCH Rio de Pedras possui potência instalada de 9,28 megawatts. A retomada da participação da Âmbar Energia fortalece o intercâmbio de informações necessário ao monitoramento e à gestão integrada das águas no Alto Rio das Velhas.
A próxima reunião do Convazão será realizada no dia 19 de outubro.

Transparência institucional
Esta publicação decorre do dever de transparência da administração pública e apresenta, de forma objetiva, informações sobre atividade ordinária da rotina institucional do CBH Rio das Velhas, em conformidade com as orientações vigentes para o período eleitoral.
Assessoria de Comunicação do CBH Rio das Velhas:
TantoExpresso Comunicação e Mobilização Social
*Texto: Luiza Baggio
*Foto: Alexandre Gabriel
